Eu já me senti sendo irmã mais velha de amigos, mas creio que não seja a mesma coisa do que ver nascer e viver desde o início com ser irmãozinho ou irmazinha. Então o que resta pra mim é ouvir as experiências dos irmãs e irmãos mais velhos. Alguns reagiram com muito ciúmes, se sentiram exclúidos e abandonados pelos pais e vovós e vovôs. Outros reagiram com muita expectativa, com um coração transbordante de amor. Mas na maioria dos casos, é um misto confuso destes dois lados, mas são bem definidos confome a fase, idade de cada um. Por exemplo, uma criança de dois anos ainda está numa fase que depende totalmente da atenção dos pais, e quando sente que algo esteja ameaçando tirar isso dela, ela começa a ter reações diferentes do normal.
Esta semana, Giullia teve uns comportamentos que mostram sinais de ciúmes. Ela tem sujado a fralda, sendo que ela já sabe usar o banheiro. Ela ainda dorme de fraldas, até aprender a acordar para ir ao banheiro, mas durante o dia, ela não usa mais fraldas e vai ao banheiro sem nenhum problema. Mas esta semana, ela tem acordado cedo e sujado a fralda de cocô. Foi a terceira vez nesta semana e constatamos que isto seja algum indício de que ela esteja querendo chamar a nossa atenção.
Fora isso, Giullia não tem demonstrado nenhuma outra reação, pelo contrário, tem sido muito carinhosa e atenciosa com o Kenzo, tem sido uma ótima ajudante a cada troca de fraldas e nos banhos, tem dado carinho, beijinhos, ligando musiquinhas e conversando muito com o irmãozinho. Sempre atenciosa quando Kenzo começa a chorar, tentando confortar o irmão com o tom de voz e palavras doces.
Giullia está sendo uma ótima "onechan", apesar de apenas 3 anos e meio de idade...
Ah, esta foto aí, nós tiramos no primeiro dia de visitas no hospital, depois que o Kenzo nasceu. Eu nunca vou me esquecer de quando a vi, queria apenas abraçá-la. Ela sentou no meu colo e disse:"Mamãe, senti tanta falta de você...", com os olhinhos molhados... Eu a abracei e não pude conter minhas lágrimas... Na verdade, eu não consigo conter as minhas lágrimas quando a vejo abrindo o seu coraçãozinho tão jovem, mas tão cheio de sentimentos lindos de amor e ternura.
As pessoas falam que no segundo filho, as coisas são mais fáceis, pois temos mais prática e sabemos prever algumas reações e lidar com certas situações que antes eram desconhecidas pra nós, mães. Mas eu diria que estou tendo muito mais descobertas do que notando situações que estou sabendo lidar. E estas descobertas são mais relacionadas as bençãos que Deus tem derramado em minha vida, por hoje poder ter estes dois tesouros em minha vida.
Quando viajamos ou passeamos de carro, sei que não poderei tão cedo estar sentada ao lado do meu amado esposo, para namorar e poder conversar com mais intimidade, mas puxa, não pude deixar de ver tanta beleza neste momento que jamais vou esquecer, no qual estava eu no banco de trás, com o Kenzo nos braços e a Giullia deitada com a cabeça no meu colo, dormindo... Pois sei que Deus proporciona esta e mais uma infinidade de momentos como estas para que a missão de cada mãe seja não uma missão como missão cheia de dificuldades e cansaços. Mas sim, uma missão de amor, aquela que nos doamos de corpo e alma sem pedir nada em troca, por simplesmente poder amar e ter mais uma grande motivação para nossas vidas.
Deus abençoe a todos...

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